Gota – Sintomas
A artrite gotosa aguda que, habitualmente, surge com inflamação de apenas uma articulação. O doente refere dor articular muito intensa com sinais inflamatórios exuberantes (calor, rubor e tumefação), com início frequentemente durante a noite, acordando-o. As articulações dos membros inferiores são as mais atingidas, nomeadamente a do primeiro dedo do pé. Seguem-se os tornozelos, os joelhos, os punhos, os dedos e os cotovelos. Os ombros raramente são envolvidos. Quando o pé não é atingido no primeiro episódio é muito provável que seja nos seguintes. A crise resolve-se espontaneamente após cinco a sete dias.
O período entre ataques, durante o qual o doente fica sem sintomas.
A gota tofácea crónica, que ocorre em pacientes com níveis elevados de ácido úrico não tratado durante anos. Caracteriza-se pela presença de tofos gotosos, que correspondem a uma acumulação de depósitos de monourato de sódio nas articulações e que, a longo prazo, contribuem para a formação de lesões ósseas por erosão. Os tofos encontram-se nos pavilhões auriculares, nas bolsas serosas, no antebraço, no tendão de Aquiles, e nos dedos das mãos ou dos pés. Por vezes pode haver ulceração destes tofos, com a saída dos cristais sob a forma de um conteúdo líquido leitoso.
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Clinicamente há dor articular, rigidez e limitação da função.
Apesar de poder afetar qualquer articulação do corpo, atinge mais frequentemente as mãos, joelhos, ancas, ombros e coluna vertebral.
A população em risco é constituída, sobretudo, por pessoas idosas, em particular do sexo feminino, com obesidade, que têm as articulações sujeitas a sobrecarga devido à profissão ou por motivos desportivos, que têm alterações anatómicas que afetam a normal biomecânica articular e os que sofrem de outras doenças articulares e ósseas, incluindo traumatismos.
É a forma mais comum de artrite, afetando milhões de pessoas em todo o mundo.