Indigestão – O que é
Aqui o termo é utilizado para se referir a uma ampla variedade de problemas do tracto gastrointestinal, como a dispepsia, as náuseas e vómitos, a regurgitação, a sensação de ter um obstáculo na garganta (sensação de nó) e o mau hálito (halitose).
Dúvidas relacionadas
Hipotonia – O que é
É um sinal clínico inespecífico, mas muitas vezes associado a doença grave, pelo que se torna importante um diagnóstico precoce para instituir a terapêutica adequada, estabelecer o prognóstico e oferecer aconselhamento genético. A grande diversidade de causas subjacentes e respetivos exames complementares realça a relevância de uma investigação metódica e sistemática.
Fala-se em hipotonia quando se verifica uma redução do tónus muscular. Trata-se de um sintoma e não de uma doença em si. Os músculos saudáveis nunca estão completamente relaxados. Existem sempre algum grau de tensão e rigidez que se traduzem numa resistência ao movimento. Durante o sono, o tónus muscular é menor. A hipotonia é diferente da fraqueza muscular, embora por vezes seja difícil distinguir as duas condições que, até, podem ocorrer no mesmo paciente. No entanto, a hipotonia é mais frequentemente em recém-nascidos ou nas crianças. Pode ocorrer também em fases mais avançadas da vida.
Bruxismo – O que é
Pode-se considerar duas formas distintas de bruxismo: diurno e noturno. O primeiro caracteriza-se por uma atividade semi-voluntária da mandíbula, com o apertar dos dentes enquanto o indivíduo se encontra acordado e onde geralmente não ocorre ranger, estando relacionado com um tique, hábito ou uma reação ao stress. O segundo é uma atividade inconsciente de ranger ou apertar os dentes, com produção de sons, enquanto se está a dormir. O bruxismo do sono cria tensões ao nível das articulações temporomaxilares, podendo desgastá-las e causar dores de cabeça. Provoca ainda um desgaste nos dentes que pode afetar a sua integridade e comprometer a saúde oral. O bruxismo do sono é um problema que afeta sobretudo as crianças mas que também pode atingir os adultos.
Estima-se que a prevalência de bruxismo é de 20% nos adultos, sendo que o noturno, de acordo com o relato de familiares, ocorre em cerca de 8% da população. Acredita-se ainda que em Portugal cerca de 100 mil pessoas sejam afetadas por esta condição.
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Fístula – Sintomas
Na anal forma-se uma comunicação entre a região do ânus e a pele vizinha, habitualmente na sequência de um processo infecioso. Por esse motivo, os sinais mais habituais são febre, mal-estar, obstipação, dor durante a evacuação, perda de sangue ou pus através da fístula e inchaço da pele em torno da dela.
Na vaginal, a comunicação desenvolve-se entre a vagina e um órgão da região pélvica. As causas mais comuns deste tipo são o parto, a Doença de Crohn, uma cirurgia anterior ou cancro. Consoante os órgãos envolvidos, estas fístulas podem ser colovaginais, enterovaginais, retovaginais, ureterovaginais, uretrovaginais ou vesicovaginais, neste último caso colocam a vagina em comunicação com a bexiga. As manifestações variam em função da sua localização mas são muito desconfortáveis porque podem envolver a passagem de fezes ou de urina para o canal vaginal. Ocorre também mal estar, odores desagradáveis e uma sensação de desconforto vaginal.
Noutros tipos de fístulas, a febre, a dor, o prurido e o mal estar tendem a ser os sintomas predominantes. Se a fístula encerrar e a infeção permanecer, pode formar-se um abcesso.
No caso de uma fístula arteriovenosa, o sangue comunica entre uma artéria e uma veia. Como consequência, o oxigénio que é transportado não chega aos tecidos de destino, sendo desviado para a circulação venosa. Estas fístulas são mais comuns nos membros inferiores mas podem ocorrer em qualquer local do corpo. Os sinais mais comuns são a presença de veias salientes, inchaço das mãos ou dos pés, cansaço e, dependendo da sua localização, hipotensão arterial ou insuficiência cardíaca. Pode ocorrer a formação de um coágulo no interior destas fístulas e a sua libertação na corrente sanguínea pode causar embolias à distância.