Dificuldades de aprendizagem – O que é

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São consideradas como o conjunto de problemas de aprendizagem que afeta a forma como a criança processa a informação, resultando em adversidades quanto à sua capacidade de falar, soletrar, escutar, ler, escrever, raciocinar, organizar informação ou realizar cálculos matemáticos, interferindo com o seu desempenho escolar. Podem, portanto, causar riscos educacionais ou implicar necessidades educativas especiais. Estas manifestações não surgem todas numa mesma criança, sendo importante abordar cada caso de modo individualizado.

As dificuldades de aprendizagem interferem com a capacidade do cérebro receber, processar, armazenar, responder e comunicar informação. Estas correspondem a um grupo de perturbações e não são, portanto, uma doença única.

Não devem ser confundidas com défice intelectual ou com os diversos graus de autismo. Pelo contrário, estas pessoas apresentam inteligência média ou acima da média mas têm problemas na aquisição de aptidões importantes para melhorar o seu desempenho na escola, em casa, na comunidade ou no local de trabalho.

Este quadro acompanha a pessoa ao longo de toda a sua vida e, quanto mais cedo for reconhecido, mais precocemente se podem adotar os passos que permitam ultrapassar ou minimizar os desafios que coloca.

De facto, o seu diagnóstico é importante porque, quanto mais cedo se identificar e avaliar estes alunos, maiores oportunidades eles terão de se tornarem adultos bem-sucedidos e produtivos, uma vez que o seu Quociente de Inteligência se encontra na média ou acima da média.

As dificuldades de aprendizagem são uma desordem de carácter permanente que afetam cerca de 15% das crianças e adolescentes americanos em idade escolar. Em Portugal, o problema tem vindo a merecer mais atenção, aspeto importante para que estes alunos não sejam negligenciados e se tornem vítimas de insucesso e abandono escolar.


Dúvidas relacionadas


Doença de Huntington – O que é

Trata-se de uma doença degenerativa do sistema nervoso central, causada pela perda de células numa parte do cérebro (gânglios da base). Esta falta afeta a capacidade cognitiva, o equilíbrio emocional e a motricidade.

É uma alteração hereditária do cérebro que afeta pessoas de todas as populações, em todo mundo. O seu nome vem do médico George Huntington, que fez a primeira descrição do que chamou “Coreia Hereditária”. O termo “Coreia” tem origem na palavra latina choreus (que se refere a “dança”) devido aos movimentos involuntários, uns dos sintomas principais desta doença.

Os indícios surgem muito gradualmente, geralmente entre os 30 e os 50 anos. No entanto, pode por vezes atingir crianças ou até idosos. Na maior parte dos casos, os doentes conseguem ser independentes durante vários anos após o aparecimento dos primeiros sintomas desde que bem acompanhados por médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, terapeutas da fala, nutricionistas e outros profissionais.

Nos Estados Unidos da América existem atualmente cerca de 30 mil indivíduos com esta enfermidade. Em Portugal, apesar de não existirem valores absolutos, alguns estudos indicam uma prevalência semelhante à de outros países ocidentais, entre cinco a 12 doentes por cada 100 mil habitantes.

É uma patologia que pode passar de geração em geração através da transmissão do gene alterado. Homens e mulheres têm a mesma probabilidade de o herdar de um dos progenitores afetados. Aqueles a quem não lhes é transmitido, não desenvolvem a doença, nem a podem passar aos seus filhos e outros descendentes. Existe um teste genético disponível, para determinar se uma pessoa em risco é portadora ou não do gene da doença de Huntington.


Vertigens – O que são?

As vertigens não são uma doença mas sim um sintoma que pode ocorrer em diversas patologias. A palavra vertigem provém do latim vertere que significa girar ou movimento giratório. A vertigem define-se como uma distorção do movimento do corpo no espaço. Para percebermos o que provoca a vertigem devemos entender todo o mecanismo envolvido na manutenção do equilíbrio.

Existem vários sistemas que participam na orientação do nosso corpo: o visual, o vestibular (o ouvido interno) e o propioceptivo (estes recetores estão localizados nos músculos, tendões, articulações e pele). A vertigem ocorre quando existe uma anomalia num destes sistemas e pode também resultar de algum problema a nível do cérebro, responsável pela análise e integração das informações do movimento e posição da cabeça e do corpo. Esta situação pode afetar qualquer idade e está normalmente acompanhada por outros sintomas, como as náuseas, vómitos, dores de cabeça, palidez, aumento do batimento cardíaco e perda de consciência.

Correspondem a uma ilusão de movimento, com sensação de deslocação dos objetos circundantes em relação ao indivíduo ou vice-versa. Mais frequentemente são rotatórias (o meio ambiente parece andar à volta do paciente), mas também se podem manifestar como uma sensação de deslizamento para um dos lados ou para cima e para baixo.

É necessário distinguir vertigens de tonturas: as tonturas são uma designação genérica que engloba todas as situações onde ocorre um distúrbio das relações do indivíduo com o espaço, devendo as vertigens ser consideradas uma forma particular de tonturas. Esta distinção nem sempre é fácil, sobretudo nos quadros de grande ansiedade ou quando as tonturas ocorrem num contexto de uma doença psiquiátrica.

De um modo geral, as vertigens resultam de uma lesão a nível do ouvido interno, nos seus recetores periféricos, nas vias que conduzem as informações recolhidas ou a nível dos centros do sistema nervoso central que processam essa informação.

As perturbações da visão e de um tipo especial de sensibilidade (propriocetiva) existente na pele, ossos, músculos e articulações de todo o corpo podem também provocar tonturas cuja distinção das vertigens pode ser muito difícil.

As vertigens integram-se num conjunto mais vasto de perturbações, ditas vestibulares, que são muito comuns. Por exemplo, nos Estados Unidos, estima-se que cerca de 35% da população com idade superior a 40 anos tenha tido pelo menos um episódio de doença vestibular.


Quem tem epilepsia pode dirigir?

Sim. Quem tem epilepsia pode dirigir veículos, desde que o quadro de epilepsia esteja controlado, a pessoa esteja ciente de suas responsabilidades, faça a medicação corretamente, e que não apresente crise há pelo menos 2 anos.


O que é misofonia e qual é o tratamento?

Misofonia é a aversão a determinados sons.


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Karine Nogueira Ramos – Fortaleza – CE



Instituto Cardiologico De Campinas – Campinas – SP