Cirrose hepática – Sintomas

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Na fase inicial, não existem quaisquer sintomas associados à cirrose. Os mais precoces costumam ser fadiga, perda de energia, de apetite e de peso, náuseas, dores abdominais e pequenos derrames na pele em forma de “aranha”. Podem ocorrer hemorragias mais facilmente ou formação de “nódoas-negras”.

Na fase de descompensação, ocorrem diversos sinais como:

Icterícia (olhos e pele amarelados)
Presença de ascite (barriga de água)
Inchaço das pernas
Hemorragias digestivas sob a forma de vómitos ou fezes com sangue, mais frequentemente provocadas pela rotura de veias dilatadas no esófago (varizes esofágicas)
Fezes descoradas
Alterações mentais que podem levar a confusão, agressividade e mesmo coma (encefalopatia hepática)
Desenvolvimento de infeções graves
Alterações hormonais com disfunção erétil e aumento das glândulas mamárias no homem
Cancro do fígado (carcinoma hepatocelular ou hepatoma)

O risco de desenvolvimento de cancro do fígado na cirrose hepática é de cerca de 1% a 4% por ano. Este carcinoma apresenta elevada mortalidade se for diagnosticado numa fase avançada. Por esse motivo, é muito importante que todos os doentes com cirrose realizem uma ecografia abdominal de seis em seis meses, para que o tumor seja diagnosticado ainda com pequenas dimensões. Nesses casos, existem alguns tratamentos eficazes, como o transplante hepático, a remoção cirúrgica, a radiofrequência, a alcoolização, a quimioembolização ou um medicamento (sorafenib), administrado por via oral.


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Artrite inflamatória – Sintomas

Muitas pessoas com artrite inflamatória não apresentam quaisquer sinais de doença. O aumento do fluxo sanguíneo e a libertação de substâncias químicas atraem glóbulos brancos para o local da inflamação. Estes fenómenos causam irritação, desgaste articular e inchaço.

Os sintomas mais comuns são vermelhidão, inchaço das articulações que ficam dolorosas e sensíveis ao toque, dor articular e rigidez, e perda de função das articulações envolvidas. Sendo uma doença geral, pode ocorrer febre, calafrios, fadiga e perda de energia, cefaleias e perda de apetite.

Se a inflamação afetar outros órgãos, a sintomatologia pode variar. Se ocorrer no miocárdio, haverá dor torácica ou retenção de líquidos, se envolver a árvore brônquica ocorrerá dificuldade respiratória, se afetar os rins poderá surgir hipertensão ou insuficiência renal, no caso do sistema visual o paciente poderá sentir dor e diminuição da visão, se comprometer os músculos provocará dor e fraqueza muscular, se englobar os vasos sanguíneos poderão verificar-se vasculites, com manifestações na pele ou lesão de outros órgãos mais profundos. A dor nem sempre está presente porque diversos órgãos não apresentam nervos sensíveis à dor.


Cancro da Via Biliar – O que é

O cancro da via biliar é um dos tipos de cancro do sistema digestivo, sendo também um dos tipos de tumores hepatobiliopancreaticos (fígado, pâncreas e vias biliares).

As células epiteliais são responsáveis pela constituição do tecido da via biliar. No seu estado normal, estas células crescem e dividem-se em novas células, que são formadas à medida que vão sendo necessárias, a este processo chama-se regeneração celular.

Quando as células perdem o mecanismo de controlo e sofrem alterações no seu genoma (DNA), tornam-se células de cancro, que não morrem quando envelhecem ou se danificam, e produzem novas células que não são necessárias de forma descontrolada, dando origem a tumores que se chamam colangiocarcinoma.

Ao contrário das células normais, as células de cancro da via biliar não respeitam as fronteiras do órgão, invadindo os tecidos circundantes e podendo disseminar a outras partes do organismo. A este processo dá-se o nome de metastização.

Os cancros da via biliar são doenças raras, geralmente diagnosticadas em fase avançada e por isso com mau prognóstico.


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Tatiana Oliveira Sorocaba – Sorocaba – SP