{"id":8559,"count":17,"description":"Insulina \u00e9 uma hormona respons\u00e1vel pela redu\u00e7\u00e3o da glicemia (taxa de glicose no sangue), ao promover a entrada de glicose nas c\u00e9lulas. Esta \u00e9 tamb\u00e9m essencial no metabolismo de sac\u00e1ridos (hidrato de carbono), na s\u00edntese de prote\u00ednas e no armazenamento de l\u00edpidos (gorduras).\n \n \n \n \u00c9 produzida nas c\u00e9lulas beta das ilhotas de Langerhans, do p\u00e2ncreas end\u00f3crino. Atua numa grande parte das c\u00e9lulas do organismo, como nas c\u00e9lulas presentes no f\u00edgado, em m\u00fasculos e no tecido adiposo, contudo n\u00e3o atua em c\u00e9lulas espec\u00edficas cujos transportadores membranares n\u00e3o s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 insulina, como \u00e9 o caso das c\u00e9lulas nervosas.\n \n \n \n As membranas celulares n\u00e3o s\u00e3o perme\u00e1veis a glicose, com isso h\u00e1 uma obriga\u00e7\u00e3o de se ter prote\u00ednas transportadoras presentes na membrana plasm\u00e1tica, essas prote\u00ednas transportadoras s\u00e3o a GLUT1, GLUT7 que tem caracter\u00edsticas distintas de funcionamento e distribui\u00e7\u00e3o tecidual.\n \n \n \n Quando a produ\u00e7\u00e3o de insulina \u00e9 deficiente, a glicose acumula-se no sangue e na urina, destruindo as c\u00e9lulas por falta de abastecimento: diabetes mellitus. Para doentes nessa condi\u00e7\u00e3o, a insulina \u00e9 providenciada atrav\u00e9s de inje\u00e7\u00f5es, ou bombas de insulina. Recentemente foi aprovado o uso de insulina inalada. Por\u00e9m, ainda existem controv\u00e9rsias acerca do uso do produto comercializado pela Pfizer. A ag\u00eancia de sa\u00fade brit\u00e2nica n\u00e3o recomenda o uso.\n \n \n \n A insulina \u00e9 um polip\u00e9ptido de estrutura qu\u00edmica plenamente conhecida, e pode ser sintetizada a partir de diversos animais. Mais recentemente, surgiram os medicamentos an\u00e1logos de insulina, que constituem mol\u00e9culas que, n\u00e3o sendo insulina, possuem as mesmas caracter\u00edsticas qu\u00edmicas e portanto reactivas, s\u00e3o mol\u00e9culas \"de insulina\" modificadas em laborat\u00f3rio.\n \n \n \n O controle da produ\u00e7\u00e3o de insulina pelo corpo \u00e9 um sistema muito complexo.\n \n Descoberta e caracteriza\u00e7\u00e3o da Insulina\n \n Cristais de insulina.\n \n Em 1869, Paul Langerhans, um estudante de medicina em Berlim, estudava a estrutura do p\u00e2ncreas atrav\u00e9s de um microsc\u00f3pio quando reparou em c\u00e9lulas, antes desconhecidas, espalhadas pelo tecido ex\u00f3crino. A fun\u00e7\u00e3o da \"pequena por\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas\", mais tarde denominada como ilhotas de Langerhans, era desconhecida, mas Edouard Laguesse posteriormente sugeriu que tais c\u00e9lulas poderiam produzir algum tipo de secre\u00e7\u00e3o que participasse no processo de digest\u00e3o.\n \n \n \n Em 1889, o m\u00e9dico germano-polaco Oscar Minkowski em colabora\u00e7\u00e3o com Joseph von Mehring removeu o p\u00e2ncreas de um c\u00e3o saud\u00e1vel para demonstrar o papel do \u00f3rg\u00e3o na digest\u00e3o de alimentos. V\u00e1rios dias ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o do p\u00e2ncreas, o guarda do c\u00e3o reparou que existiam muitas moscas a alimentarem-se da urina do animal. Verificou-se com o teste da urina do c\u00e3o que havia a\u00e7\u00facar nesta, o que demonstrou pela primeira vez a rela\u00e7\u00e3o entre o p\u00e2ncreas e a diabetes. Em 1901, outro passo importante foi alcan\u00e7ado por Eugene Opie, quando este estabeleceu claramente a liga\u00e7\u00e3o entre as ilhotas de Langerhans e a diabetes: \"Diabetes mellitus... \u00e9 causada pela destrui\u00e7\u00e3o das ilhotas de Langerhans e ocorre apenas quando tais c\u00e9lulas s\u00e3o em parte ou totalmente destru\u00eddas\".\n \n \n \n Durante as duas d\u00e9cadas seguintes foram feitas v\u00e1rias tentativas de isolamento da secre\u00e7\u00e3o das ilhotas como um tratamento potencial de diabetes. Em 1906, Georg Ludwig Zuelzer foi parcialmente feliz no tratamento de c\u00e3es com extrato pancre\u00e1tico, mas teve que interromper o seu trabalho. Entre 1911 e 1912, E. L. Scott da Universidade de Chicago usou extratos pancre\u00e1ticos aquosos e notou uma leve diminui\u00e7\u00e3o da glicos\u00faria, mas n\u00e3o conseguiu convencer o director da institui\u00e7\u00e3o com os resultados, e a pesquisa teve de ser encerrada. Israel Kleiner demonstrou efeitos semelhantes na Rockfeller University em 1919, mas o seu trabalho foi interrompido pela Primeira Guerra Mundial. Nicolae Paulescu, um professor de fisiologia da Escola Romena de Medicina, publicou um trabalho parecido em 1921 realizado na Fran\u00e7a e patenteado na Rom\u00eania, e discute-se desde ent\u00e3o se Paulescu n\u00e3o tenha sido o verdadeiro descobridor da insulina.\n \n \n \n Entretanto, o comit\u00ea do Pr\u00eamio Nobel em 1923 deu cr\u00e9dito pela extra\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da insulina a uma equipa da Universidade de Toronto. Em outubro de 1920, Frederick Banting lia um dos artigos de Minkowski e concluiu que Minkowski estava a estudar as secre\u00e7\u00f5es digestivas originalmente, e por isso n\u00e3o se conseguia extrair a insulina com sucesso. Ele redigiu uma nota para si mesmo: \"Ligar duto pancre\u00e1tico do c\u00e3o. Manter c\u00e3es vivos at\u00e9 que acinos se degenerem, sobrando ilhotas. Tentar isolar secre\u00e7\u00e3o interna delas e aliviar glicos\u00faria\".\n \n \n \n Ele viajou a Toronto para se encontrar com J. J. R. Macleod, que n\u00e3o se impressionou plenamente com a ideia. De qualquer forma, Macleod deixou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de Banting um laborat\u00f3rio da universidade, e um assistente, Charles Best, e dez c\u00e3es enquanto sa\u00eda de f\u00e9rias no ver\u00e3o de 1921. O m\u00e9todo de Banting e Best era amarrar uma ligadura ao redor do duto pancre\u00e1tico dos c\u00e3es e, v\u00e1rias semanas depois, examinar que as c\u00e9lulas digestivas pancre\u00e1ticas tinham morrido e sido absorvidas pelo sistema imunol\u00f3gico, deixando milhares de ilhotas. Isolava-se a prote\u00edna dessas ilhotas para produzir o que vinham chamando de isletina. Banting e Best mantiveram um c\u00e3o pancreatectomizado vivo durante todo o ver\u00e3o.\n \n \n \n Macleod viu o valor da pesquisa no seu regresso da Europa, mas pediu uma contraprova para saber se o m\u00e9todo realmente funcionava. V\u00e1rias semanas depois ficou claro que o segundo ensaio tinha sido um sucesso, e assim Macleod ajudou na publica\u00e7\u00e3o dos resultados em novembro daquele ano. Por\u00e9m, precisavam de seis semanas para extrair a isletina, o que tornava o ensaio dramaticamente demorado. Banting sugeriu que tentassem usar p\u00e2ncreas de feto de bezerro, que ainda n\u00e3o teria desenvolvido gl\u00e2ndulas digestivas, e ficou aliviado pelo sucesso da empreitada.\n \n \n \n Com a solu\u00e7\u00e3o para a fonte de isletina, faltava agora purificar a prote\u00edna. Em dezembro de 1921, Macleod convidou o brilhante bioqu\u00edmico James Collip para ajudar na tarefa, e num m\u00eas prepararam-se para um teste.\n \n \n \n Em 11 de janeiro de 1922, Leonard Thompson, um diab\u00e9tico de quatorze anos, recebeu a primeira inje\u00e7\u00e3o de insulina. Infelizmente, o extrato estava t\u00e3o impuro que ele acabou sofrendo uma rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica severa, e inje\u00e7\u00f5es adicionais foram canceladas. Durante os doze dias seguintes, Collip trabalhou dia e noite para melhorar o extrato, e uma segunda dose foi injetada no dia 23. Desta vez foi um sucesso, n\u00e3o apenas em n\u00e3o apresentar efeitos colaterais, mas tamb\u00e9m por eliminar completamente os sintomas de diabetes. Entretanto, Banting e Best n\u00e3o se davam bem com Collip, porque aparentemente viam nele um intruso, e ent\u00e3o Collip abandonou-os.\n \n \n \n Durante a primavera de 1922, Best conseguiu melhorar as t\u00e9cnicas de preparo a ponto de poder extrair grandes quantidades de insulina, embora o extrato ainda permanecesse impuro. Contudo, receberam uma oferta de ajuda de Eli Lilly logo ap\u00f3s as suas publica\u00e7\u00f5es em 1921, e aceitaram-na em abril. Em novembro, Lilly conseguiu a fa\u00e7anha de produzir grandes quantidades de insulina bastante pura. Depois disso, a insulina foi lan\u00e7ada no mercado.\n \n \n \n Por esta descoberta marcante, Macleod e Banting foram premiados com o Pr\u00eamio Nobel em Fisiologia em 1923. Banting, aparentemente insultado porque Best n\u00e3o fora mencionado, dividiu seu pr\u00eamio com ele, e Macleod imediatamente dividiu o seu com Collip. A patente da insulina foi vendida \u00e0 Universidade de Toronto por um d\u00f3lar.\n \n \n \n A sequ\u00eancia exata de amino\u00e1cidos contida na mol\u00e9cula de insulina, a chamada estrutura prim\u00e1ria, foi determinada pelo bi\u00f3logo brit\u00e2nico Frederick Sanger. Foi a primeira vez que a estrutura de uma prote\u00edna fora completamente determinada. Por isso, ele recebeu o Pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica em 1958. Em 1967, ap\u00f3s d\u00e9cadas de trabalho, Dorothy Crowfoot Hodgkin determinou a conforma\u00e7\u00e3o espacial da mol\u00e9cula mediante estudos de difra\u00e7\u00e3o de raios X. Ela tamb\u00e9m recebeu um Pr\u00eamio Nobel.\n \n Estrutura e produ\u00e7\u00e3o da Insulina\n \n A insulina \u00e9 sintetizada nos humanos e em outros mam\u00edferos dentro das c\u00e9lulas-beta das ilhotas de Langerhans, no p\u00e2ncreas. Um a tr\u00eas milh\u00f5es de ilhotas de Langerhans formam a parte end\u00f3crina do p\u00e2ncreas, que \u00e9 principalmente uma gl\u00e2ndula ex\u00f3crina. A parte end\u00f3crina totaliza apenas 2% da massa total do \u00f3rg\u00e3o. Dentro das ilhotas de Langerhans, as c\u00e9lulas-beta constituem 60-80% do todo.\n \n \n \n 1. Preproinsulina (L\u00edder, cadeia B, cadeia C, cadeia A); a proinsulina consiste em BCA, sem L2. Dobra espont\u00e2nea3. As cadeias A e B ligadas por enxofre4. As cadeias L and C s\u00e3o cortadas5. Mol\u00e9cula de insulina final\n \n A insulina \u00e9 sintetizada a partir da mol\u00e9cula precursora proinsulina pela a\u00e7\u00e3o de enzimas proteol\u00edticas conhecidas como prohorm\u00f4nio convertases (PC1 e PC2). A insulina ativa tem 51 amino\u00e1cidos e \u00e9 um polipept\u00eddeo. A insulina bovina difere da humana em tr\u00eas res\u00edduos de amino\u00e1cidos enquanto que a su\u00edna, em um res\u00edduo. A insulina de peixes tamb\u00e9m \u00e9 muito pr\u00f3xima \u00e0 humana. Em humanos, a insulina tem um peso molecular de 5808. Ela \u00e9 formada por duas cadeias de polipept\u00eddeos ligadas por duas pontes dissulf\u00eddicas (veja a figura), com uma liga\u00e7\u00e3o dissulf\u00eddica adicional na cadeia A (n\u00e3o mostrada). A cadeia A consiste de 21, e a cadeia B, de 30 amino\u00e1cidos. A insulina \u00e9 produzida como uma mol\u00e9cula de prohorm\u00f4nio - proinsulina - que \u00e9 mais tarde transformada, por a\u00e7\u00e3o proteol\u00edtica, em horm\u00f4nio ativo.\n \n \n \n A parte restante da mol\u00e9cula de proinsulina \u00e9 chamada de pept\u00eddeo C. Este polipept\u00eddeo \u00e9 liberado no sangue em quantidades iguais \u00e0 da insulina. Como insulinas ex\u00f3genas n\u00e3o cont\u00eam pept\u00eddeo C, o n\u00edvel em plasma desse pept\u00eddeo \u00e9 um bom indicador de produ\u00e7\u00e3o end\u00f3gena de insulina. Recentemente, descobriu-se que esse pept\u00eddeo C tamb\u00e9m possui atividade biol\u00f3gica, que est\u00e1 aparentemente restrita a um efeito na camada muscular das art\u00e9rias.\n \n Produ\u00e7\u00e3o de an\u00e1logos de insulina\n \n Ver artigo principal: An\u00e1logo de insulina\n \n Pacientes com diabetes mellitus tipo 1 dependem de Insulinoterapia, ou seja da administra\u00e7\u00e3o de insulina ex\u00f3gena (geralmente por via subcut\u00e2nea), para a sua sobreviv\u00eancia, pois a hormona n\u00e3o \u00e9 produzida por seu organismo. Tamb\u00e9m certos pacientes com diabetes tipo 2 podem eventualmente necessitar de insulina se outras medica\u00e7\u00f5es n\u00e3o conseguirem controlar os n\u00edveis de glicose no sangue de forma adequada.\n \n \n \n Inicialmente a insulina utilizada por diab\u00e9ticos era extra\u00edda do p\u00e2ncreas de bois e porcos, por ser parecida com a humana, mas esta insulina podia acarretar problemas, como rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas, ou n\u00e3o ser eficaz em alguns pacientes. Atualmente a insulina \u00e9 produzida atrav\u00e9s da t\u00e9cnica de ADN recombinante, primeiro produto da moderna biotecnologia a ser comercializado mundialmente. A t\u00e9cnica surgiu no Brasil em 1990, em dois projetos vinculados a empresa Biobr\u00e1s. Um projeto desenvolvido por Marcos Lu\u00eds dos Mares Guia e bioqu\u00edmicos da UFMG e outro chefiado pelo Dr. Josef Ernst Thiemann e pesquisadores da Universidade de Bras\u00edlia. A t\u00e9cnica consiste em introduzir na bact\u00e9ria Escherichia coli, comum na flora intestinal humana, o gene da pr\u00f3-insulina humana, para que ela passe a produzir o horm\u00f4nio, um processo que dura 30 dias, um ter\u00e7o do tempo do m\u00e9todo tradicional. Em 2001 somente quatro empresas no mundo, incluindo a Biobr\u00e1s, tinham tecnologia de produ\u00e7\u00e3o industrial da insulina recombinante. A Biobr\u00e1s patenteou nos Estados Unidos em 2000 o processo desenvolvido em parceria com os pesquisadores da Universidade de Bras\u00edlia e o Dr. J. E. Thiemann e em 2002 foi comprada pela dinamarquesa Novo Nordisk. Comprada a Biobr\u00e1s, a Novo Nordisk elevou rapidamente seus pre\u00e7os de fornecimento ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade combinando a importa\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o local, at\u00e9 acabarem fechando a produ\u00e7\u00e3o dos cristais de insulina no Brasil para aqui fazer s\u00f3 envasamento.\n \n \n \n Em 2013 o governo federal anunciou que o Brasil vai retomar a produ\u00e7\u00e3o de insulina por meio do Laborat\u00f3rio Biomanguinhos, da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, parte de um acordo firmado entre o governo e o laborat\u00f3rio ucraniano Indar, um dos tr\u00eas produtores remanescentes de insulina no mundo, que vai transferir a tecnologia para a produ\u00e7\u00e3o nacional do medicamento.\n \n \n \n Ap\u00f3s o acordo de inten\u00e7\u00f5es com a Ucr\u00e2nia, a Novo Nordisk, embora alegasse que a insulina ucraniana n\u00e3o tinha qualidade, fez proposta de compra do Indar ao governo. Um m\u00eas ap\u00f3s a assinatura do contrato, em uma nova licita\u00e7\u00e3o governamental para aquisi\u00e7\u00e3o de insulina, os pre\u00e7os da insulina oferecidos pelas empresas concorrentes baixaram quase \u00e0 metade.\n \n \n \n <strong>A\u00e7\u00e3o em n\u00edvel celular e metab\u00f3lico<\/strong>\n \n <strong>A\u00e7\u00f5es no metabolismo dos carboidratos<\/strong>\n \n Aumento da permeabilidade celular \u00e0 glicose, exceto nas c\u00e9lulas nervosas. Esse efeito \u00e9 marcante nas c\u00e9lulas musculares, as quais s\u00e3o pouco perme\u00e1veis \u00e0 glicose em condi\u00e7\u00f5es de repouso, utilizando principalmente \u00e1cidos graxos para produ\u00e7\u00e3o de energia.\n \n Aumento da s\u00edntese de glicog\u00eanio: a insulina induz \u00e0 armazenagem de glicose nas c\u00e9lulas, principalmente do f\u00edgado e dos m\u00fasculos, na forma de glicog\u00eanio (glicog\u00eanese). J\u00e1 a diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de insulina ocasiona a convers\u00e3o do glicog\u00eanio de volta a glicose pelas c\u00e9lulas do f\u00edgado e a excre\u00e7\u00e3o da subst\u00e2ncia no sangue (glicogen\u00f3lise).\n \n Inibi\u00e7\u00e3o da fosforilase hep\u00e1tica, enzima respons\u00e1vel pela quebra do glicog\u00eanio em glicose (glicogen\u00f3lise).\n \n Aumento da captura de glicose pelas c\u00e9lulas hep\u00e1ticas. Isso se d\u00e1 atrav\u00e9s do aumento da atividade da enzima glicoquinase, respons\u00e1vel pela fosforila\u00e7\u00e3o inicial da glicose, processo que n\u00e3o permite a sa\u00edda da mol\u00e9cula da c\u00e9lula.\n \n Aumento da atividade da enzima glicog\u00eanio sintetase, respons\u00e1vel pela polimeriza\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas de glicose em glicog\u00eanio.\n \n O excesso de glicose, que n\u00e3o pode ser convertido em glicog\u00eanio no f\u00edgado, \u00e9 encaminhado para a convers\u00e3o a \u00e1cidos graxos sob a\u00e7\u00e3o da insulina.\n \n Redu\u00e7\u00e3o da gliconeog\u00eanese no f\u00edgado pela diminui\u00e7\u00e3o da quantidade e atividade das enzimas hep\u00e1ticas necess\u00e1rias a esse processo. A falta de insulina induz \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de glicose no f\u00edgado e em outros locais do corpo.\n \n As a\u00e7\u00f5es da insulina no metabolismo humano como um todo incluem\n \n Controle da quantidade de certas subst\u00e2ncias que entram nas c\u00e9lulas, principalmente glicose nos tecidos muscular e adiposo (que s\u00e3o aproximadamente 2\/3 das c\u00e9lulas do organismo).\n \n A insulina, mais precisamente,\n \n Aumento da replica\u00e7\u00e3o de DNA e de s\u00edntese de prote\u00ednas via o controle de fornecimento de amino\u00e1cidos;\n \n Modifica\u00e7\u00e3o da atividade de in\u00fameras enzimas (controle alost\u00e9rico)\n \n As a\u00e7\u00f5es nas c\u00e9lulas incluem:\n \n \n \n Aumento da s\u00edntese de \u00e1cidos graxos: a insulina induz \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o de glicose em triglicer\u00eddeos pela c\u00e9lulas adiposas; a falta de insulina reverte o processo.\n \n Aumento da esterifica\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos: estimula o tecido adiposo a compor triglicer\u00eddeos a partir de \u00e9steres de \u00e1cidos graxos; a falta de insulina reverte o processo.\n \n Redu\u00e7\u00e3o da prote\u00f3lise: estimula a diminui\u00e7\u00e3o da degrada\u00e7\u00e3o proteica; a falta de insulina aumenta a protein\u00f3lise.\n \n Redu\u00e7\u00e3o da lip\u00f3lise: estimula a diminui\u00e7\u00e3o da convers\u00e3o de suprimento de lip\u00eddeos contido nas c\u00e9lulas adiposas em \u00e1cidos graxos sangu\u00edneos; a falta de insulina reverte o processo.\n \n Aumento do consumo de amino\u00e1cidos: induz c\u00e9lulas a absorver amino\u00e1cidos circulantes; a falta de insulina inibe a absor\u00e7\u00e3o;\n \n Aumento do consumo de pot\u00e1ssio: induz c\u00e9lulas a absorver pot\u00e1ssio plasm\u00e1tico; a falta de insulina inibe a absor\u00e7\u00e3o;\n \n T\u00f4nus dos m\u00fasculos arteriais: induz a musculatura das paredes arteriais ao relaxamento, o que aumenta o fluxo sangu\u00edneo especialmente em microart\u00e9rias; a falta de insulina reduz o fluxo por permitir a contra\u00e7\u00e3o desses m\u00fasculos. Existem dois tipos de libera\u00e7\u00e3o a libera\u00e7\u00e3o aguda e a libera\u00e7\u00e3o sob secre\u00e7\u00e3o.","link":"https:\/\/www.somospopular.com.br\/exames\/insulina\/","name":"Insulina","slug":"insulina","taxonomy":"categoria_parceiro","parent":0,"meta":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v20.9 (Yoast SEO v27.5) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Insulina com Pre\u00e7o Popular. Insulina - Exames e Diagn\u00f3sticos<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Insulina com Pre\u00e7o Popular. Encontre e agende com Doutor Consultas e exames Insulina. 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