{"id":8587,"count":514,"description":"A radia\u00e7\u00e3o X (composta por raios X) \u00e9 uma forma de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica indiretamente ionizante de natureza semelhante \u00e0 luz. A maioria dos raios X possuem comprimentos de onda entre 0,01 a 10 nan\u00f3metros, correspondendo a frequ\u00eancias na faixa de 30 petahertz a 30 exahertz (3\u00d71016 Hz a 3\u00d71019 Hz) e energias entre 100 eV at\u00e9 100 keV. Os comprimentos de onda dos raios X s\u00e3o menores do que os raios ultravioleta (UV) e tipicamente maiores do que a dos raios gama. Os raios X foram descobertos em 8 de novembro de 1895 pelo f\u00edsico alem\u00e3o Wilhelm Conrad R\u00f6ntgen.\n \n \n \n A produ\u00e7\u00e3o de raios X deve-se principalmente a transi\u00e7\u00f5es de el\u00e9trons nos \u00e1tomos, ou da desacelera\u00e7\u00e3o de part\u00edculas carregadas. Como toda energia eletromagn\u00e9tica de natureza ondulat\u00f3ria, os raios X sofrem interfer\u00eancia, polariza\u00e7\u00e3o, refra\u00e7\u00e3o, difra\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o, entre outros efeitos. Embora de comprimento de onda muito menor, sua natureza eletromagn\u00e9tica \u00e9 id\u00eantica \u00e0 da luz.\n \n Hist\u00f3ria do Raio X\n \n <strong>Tubo de Crookes Tubo de raios X<\/strong>\n \n \n \n Em uma ampola de vidro, William Crookes submeteu um g\u00e1s \u00e0 baixa press\u00e3o e altas tens\u00f5es, por meio de duas placas met\u00e1licas localizadas no fundo e na frente da ampola, cada qual carregada com cargas diferentes. Quando a diferen\u00e7a de potencial entre as placas era suficientemente grande, os el\u00e9trons saiam do c\u00e1todo (placa carregada negativamente), colidiam com mol\u00e9culas do g\u00e1s, ocorrendo a sua ioniza\u00e7\u00e3o e\/ou libera\u00e7\u00e3o de luz devido \u00e0s transi\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas dos \u00e1tomos do g\u00e1s, iluminando assim, toda a ampola.\n \n \n \n O tubo de vidro \u00e9 evacuado a uma press\u00e3o de ar, de cerca de 100 Pascais; lembre-se que a press\u00e3o atmosf\u00e9rica \u00e9 1,01*10^5 Pascais. O \u00e2nodo \u00e9 um alvo met\u00e1lico grosso, \u00e9 assim feito a fim de dissipar rapidamente a energia t\u00e9rmica que resulta do bombardeamento com os raios cat\u00f3dicos.\n \n \n \n Uma tens\u00e3o alta, entre 30 a 150 kV, \u00e9 aplicada entre os el\u00e9trodos; isso induz uma ioniza\u00e7\u00e3o do ar residual e, assim, um feixe de electr\u00f5es do c\u00e1todo ao \u00e2nodo surge. Quando esses electr\u00f5es acertam o alvo, eles s\u00e3o desacelerados, produzindo os raios-X.\n \n \n \n Um Tubo de Raio-X mais Detalhado apresenta dois tipos de Raios-X.\n \n O efeito de gera\u00e7\u00e3o dos fot\u00f5es de raios-X \u00e9 geralmente chamado efeito Bremsstrahlung, uma contra\u00e7\u00e3o do alem\u00e3o \"brems\" para a travagem e \"strahlung\" para a radia\u00e7\u00e3o.\n \n \n \n A energia de radia\u00e7\u00e3o de um tubo de raio-X consiste de energias discretas que constituem um espectro de linha e um espectro cont\u00ednuo fornecendo o fundo o espectro de linha.\n \n \n \n Os electr\u00f5es incidentes podem interagir com os \u00e1tomos do alvo de v\u00e1rias maneiras.\n \n \n \n A partir desses experimentos, Joseph John Thomson observou que tal fen\u00f4meno \u00e9 independente do g\u00e1s e do metal utilizado nos eletrodos (placas met\u00e1licas).\n \n \n \n Concluiu, ent\u00e3o, que os raios cat\u00f3dicos podem ser gerados a partir de qualquer elemento qu\u00edmico. Devido a essa conclus\u00e3o, Thomson p\u00f4de, posteriormente, atestar a exist\u00eancia do el\u00e9tron.\n \n \n \n Muitos cientistas na Europa come\u00e7aram a estudar esse tipo de radia\u00e7\u00e3o. Entre eles, o maior especialista em raios cat\u00f3dicos da Alemanha, Philipp Lenard (1862-1947).\n \n A descoberta do Raio X\n \n Hand mit Ringen: a primeira de Wilhelm R\u00f6ntgen referente a m\u00e3o de sua esposa, tirada em 22 de dezembro de 1895 e apresentada ao Professor Ludwig Zehnder, do Instituto de F\u00edsica da Universidade de Freiburg, em 1 de janeiro de 1896.\n \n Foi o f\u00edsico alem\u00e3o Wilhelm Conrad R\u00f6ntgen (1845-1923) quem detectou pela primeira vez os raios X, que foram assim chamados devido ao desconhecimento, por parte da comunidade cient\u00edfica da \u00e9poca, a respeito da natureza dessa radia\u00e7\u00e3o. A descoberta ocorreu quando R\u00f6entgen estudava o fen\u00f4meno da luminesc\u00eancia produzida por raios cat\u00f3dicos num tubo de Crookes. Todo o aparato foi envolvido por uma caixa com um filme negro em seu interior e guardado numa c\u00e2mara escura. Pr\u00f3ximo \u00e0 caixa, havia um peda\u00e7o de papel recoberto de platinocianeto de b\u00e1rio.\n \n \n \n R\u00f6entgen percebeu que quando fornecia energia cin\u00e9tica aos el\u00e9trons do tubo, estes emitiam uma radia\u00e7\u00e3o que marcava a chapa fotogr\u00e1fica. Intrigado, resolveu colocar entre o tubo de raios cat\u00f3dicos e o papel fotogr\u00e1fico alguns corpos opacos \u00e0 luz vis\u00edvel. Desta forma, observou que v\u00e1rios materiais opacos \u00e0 luz diminu\u00edam, mas n\u00e3o eliminavam a chegada desta estranha radia\u00e7\u00e3o at\u00e9 a placa de platinocianeto de b\u00e1rio. Isto indicava que a radia\u00e7\u00e3o possui alto poder de penetra\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s exaustivas experi\u00eancias com objetos inanimados, R\u00f6ntgen pediu \u00e0 sua esposa que posicionasse sua m\u00e3o entre o dispositivo e o papel fotogr\u00e1fico.\n \n \n \n O resultado foi uma foto que revelou a estrutura \u00f3ssea interna da m\u00e3o humana. Essa foi a primeira radiografia, nome dado pelo cientista \u00e0 sua descoberta em 8 de novembro de 1895. Posteriormente \u00e0 descoberta do novo tipo de radia\u00e7\u00e3o, cientistas perceberam que esta causava vermelhid\u00e3o da pele, ulcera\u00e7\u00f5es e empolamento para quem se expusesse sem nenhum tipo de prote\u00e7\u00e3o. Em casos mais graves, poderia causar s\u00e9rias les\u00f5es cancer\u00edgenas, necrose e leucemia, e ent\u00e3o \u00e0 morte.\n \n \n \n <strong>Part\u00edcula ou onda<\/strong>\n \n Logo que os raios X foram descobertos, pouco se sabia a respeito da sua constitui\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio do s\u00e9culo XX foram encontradas evid\u00eancias experimentais de que os raios X seriam constitu\u00eddos por part\u00edculas. No entanto, e para a surpresa da comunidade cient\u00edfica, Walther Friedrich e Paul Knipping realizaram um experimento em 1912, no qual conseguiram fazer um feixe de raios X atravessar um cristal, produzindo interfer\u00eancia da mesma forma que acontece com a luz. Isto fez com que os raios X passassem a ser considerados como ondas eletromagn\u00e9ticas. Por\u00e9m, por volta de 1920 foram realizados outros experimentos, que apontavam para um comportamento corpuscular dos raios X.\n \n \n \n O f\u00edsico Louis de Broglie tentou resolver este aparente conflito no comportamento dos raios X. Combinando as equa\u00e7\u00f5es de Planck e de Einstein {displaystyle E=hnu =mc^{2},} E = hnu = mc^2,, chegou a conclus\u00e3o de que \"tudo o que \u00e9 dotado de energia vibra, e h\u00e1 uma onda associada a qualquer coisa que tenha massa\".\n \n \n \n O t\u00edtulo de descobridor do raio-x \u00e9 dado ao f\u00edsico alem\u00e3o Wihelm R\u00f6ntgen (1845-1923) em 1895, apesar de n\u00e3o ter sido o primeiro a observar os efeitos das ondas de raio-x, ele recebe esse t\u00edtulo pois foi o primeiro a estudar sistematicamente os raios-x. R\u00f6ntgen \u00e9 quem d\u00e1 o nome de raio x para essas ondas eletromagn\u00e9ticas que significa uma quantidade desconhecida.\n \n Nascido de pai alem\u00e3o e m\u00e3e holandesa, frequentou o ensino m\u00e9dio em Utrecht, na Holanda. Foi expulso do ensino m\u00e9dio 1865, sem diploma do ensino m\u00e9dio poderia frequentar a universidade como visitante, no entanto, ele conseguiu entrar no Instituto Polit\u00e9cnico Federal em Zurique (conhecido atualmente como ETH Zurich) como estudante de engenharia mec\u00e2nica, em 1869 ele se formou com Ph.D. em Zurique. Se tornou aluno preferido de um professor da universidade chamado August Kundt, que ele seguiu para a Universidade de Strassburg.\n \n \n \n O f\u00edsico alem\u00e3o juntamente com seu pai ganha o pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica em 1915 pelo uso de raios x para estudar a estrutura de cristais.\n \n Caracter\u00edsticas\n \n Produ\u00e7\u00e3o\n \n O dispositivo que gera raios X \u00e9 chamado de tubo de Coolidge. Da mesma forma que uma v\u00e1lvula termi\u00f4nica, este componente \u00e9 um tubo oco e evacuado, ainda possui um catodo incandescente que gera um fluxo de el\u00e9trons de alta energia. Estes s\u00e3o acelerados por uma grande diferen\u00e7a de potencial e atingem ao \u00e2nodo ou placa.\n \n \n \n O \u00e2nodo \u00e9 confeccionado em tungst\u00eanio. A raz\u00e3o deste tipo de constru\u00e7\u00e3o \u00e9 a gera\u00e7\u00e3o de calor pelo processo de cria\u00e7\u00e3o dos raios X. O tungst\u00eanio suporta temperaturas que v\u00e3o at\u00e9 3 340 \u00b0C. Al\u00e9m disso, possui um razo\u00e1vel valor de n\u00famero at\u00f4mico (74) o que \u00e9 \u00fatil para o fornecimento de \u00e1tomos para colis\u00e3o com os el\u00e9trons vindos do catodo (filamento). Para n\u00e3o fundir, o dispositivo necessita de resfriamento atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o do tungst\u00eanio em um bloco de cobre que se estende at\u00e9 o exterior do tubo de raios X que est\u00e1 imerso em \u00f3leo. Esta descri\u00e7\u00e3o refere-se ao tubo de \u00e2nodo fixo.\n \n \n \n Ao serem acelerados, os el\u00e9trons ganham energia e s\u00e3o direcionados contra um alvo; ao atingi-lo, s\u00e3o bruscamente freados, perdendo uma parte da energia adquirida durante a acelera\u00e7\u00e3o. O resultado das colis\u00f5es e da frenagem \u00e9 a energia transferida dos el\u00e9trons para os \u00e1tomos do elemento alvo. Este se aquece bruscamente, pois em torno de 99% da energia do feixe eletr\u00f4nico \u00e9 dissipada nele.\n \n \n \n A brusca desacelera\u00e7\u00e3o de uma carga eletr\u00f4nica gera a emiss\u00e3o de um pulso de radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica. A este efeito d\u00e1-se o nome de Bremsstrahlung, que significa radia\u00e7\u00e3o de freio.\n \n \n \n As formas de colis\u00e3o do feixe eletr\u00f4nico no alvo d\u00e3o-se em diferentes n\u00edveis energ\u00e9ticos devido \u00e0s varia\u00e7\u00f5es das colis\u00f5es ocorridas. Como existem v\u00e1rias formas poss\u00edveis de colis\u00e3o devido \u00e0 angula\u00e7\u00e3o de trajet\u00f3ria, o el\u00e9tron n\u00e3o chega a perder a totalidade da energia adquirida num \u00fanico choque, ocorrendo ent\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o de um amplo espectro de radia\u00e7\u00e3o cuja gama de frequ\u00eancias \u00e9 bastante larga, ou com diversos comprimentos de onda. Estes dependem da energia inicial do feixe eletr\u00f4nico incidente, e \u00e9 por isso que existe a necessidade de milhares de volts de potencial de acelera\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o dos raios X.\n \n \n \n <strong>Detec\u00e7\u00e3o<\/strong>\n \n A detec\u00e7\u00e3o dos raios X pode ser feita de diversas maneiras, a principal \u00e9 a impress\u00e3o de filmes fotogr\u00e1ficos que permite o uso medicinal e industrial atrav\u00e9s das radiografias. Outras formas de detec\u00e7\u00e3o s\u00e3o pelo aquecimento de elementos \u00e0 base de chumbo, que geram imagens termogr\u00e1ficas, o aquecimento de l\u00e2minas de chumbo para medir sua intensidade, al\u00e9m de elementos que possuem gases em seu interior a exemplo da v\u00e1lvula Geiger-M\u00fcller utilizada para a detec\u00e7\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o ionizante e radia\u00e7\u00e3o n\u00e3o ionizante. Podendo ainda ser difratado atrav\u00e9s de um cristal e dividido em diversos espectros de onda. Sensores (Foto transistores ou foto diodos) captam uma ou algumas faixas de espectro, e s\u00e3o amplificados e digitalizados, formando imagens. Esse \u00faltimo processo (difra\u00e7\u00e3o de raios X, por cristais) \u00e9 comumente utilizado em equipamentos de inspe\u00e7\u00e3o de bagagens e cargas. Embora os raios X sejam invis\u00edveis, \u00e9 poss\u00edvel ver a ioniza\u00e7\u00e3o das mol\u00e9culas de ar, se a intensidade do feixe de raio X for elevada o suficiente. A linha de luz a partir do wiggler ID11 no European Synchrotron Radiation Facility \u00e9 um exemplo desse tipo de alta intensidade.\n \n \n \n <strong>Espectro Cont\u00ednuo<\/strong>\n \n \n \n Desacelera\u00e7\u00e3o de um Electr\u00e3o por um N\u00facleo Positivamente Carregado.\n \n Quando os electr\u00f5es acelerados (raios cat\u00f3dicos) chocam o alvo de metal, eles colidem com electr\u00f5es no alvo.\n \n \n \n Em tal colis\u00e3o, parte do impulso de electr\u00e3o incidente \u00e9 transferido para o \u00e1tomo do material alvo, perdendo, assim, sua energia cin\u00e9tica, \u0394K. Essa intera\u00e7\u00e3o d\u00e1 origem ao aquecimento do alvo.\n \n \n \n O electr\u00e3o proj\u00e9til pode evitar os electr\u00f5es orbitais do elemento de alvo, mas pode chegar suficientemente perto do n\u00facleo do \u00e1tomo e ficar sob sua influ\u00eancia. O el\u00e9tron proj\u00e9til que estamos a controlar, est\u00e1 agora al\u00e9m da camada-K e est\u00e1 bem dentro da influ\u00eancia do n\u00facleo.\n \n \n \n O electr\u00e3o est\u00e1 agora sob a influ\u00eancia de duas for\u00e7as, ou seja, a for\u00e7a de Coulomb atraente e uma for\u00e7a mais intensa, for\u00e7a nuclear. O efeito das duas for\u00e7as sobre o electr\u00e3o \u00e9 torn\u00e1-lo lento ou desaceler\u00e1-lo.\n \n \n \n O electr\u00e3o deixa a regi\u00e3o da esfera de influ\u00eancia do n\u00facleo com a energia cin\u00e9tica reduzida e sai fora em uma dire\u00e7\u00e3o diferente, porque o vector velocidade foi alterado. A perda em energia cin\u00e9tica reaparece como um fot\u00e3o de raios-X, conforme ilustrado na Figura ao lado.\n \n \n \n Durante a desacelera\u00e7\u00e3o, o electr\u00e3o irradia um fot\u00e3o de raios-X de energia\n \n \n \n {displaystyle hv=Delta K=K_{i}-K_{f}}hv=Delta K=K_{{i}}-K_{{f}}\n \n \n \n A energia perdida por electr\u00f5es incidentes n\u00e3o \u00e9 a mesma para todos os electr\u00f5es e assim os fot\u00f5es de raios-X emitidos n\u00e3o t\u00eam o mesmo comprimento de onda.\n \n \n \n Este processo de emiss\u00e3o de fot\u00e3o de raios-X atrav\u00e9s de desacelera\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado Bremsstrahlung e o espectro resultante \u00e9 cont\u00ednuo, mas com um comprimento de onda de corte bem definido.\n \n \n \n O comprimento de onda m\u00ednimo, que corresponde a um electr\u00e3o incidente, perde toda a sua energia em uma \u00fanica colis\u00e3o, irradiando-a como um \u00fanico fot\u00e3o.\n \n \n \n Se K \u00e9 a energia cin\u00e9tica do electr\u00e3o incidente, ent\u00e3o\n \n \n \n {displaystyle K=hv={frac {hc}{lambda {text{min}}}}}K=hv={frac {hc}{lambda {text{min}}}}\n \n \n \n O comprimento de onda de corte depende unicamente da tens\u00e3o de acelera\u00e7\u00e3o.\n \n \n \n {displaystyle hv_{text{m\u00e1x}}={frac {hc}{lambda {text{min}}}}=eV}hv_{{{text{m\u00e1x}}}}={frac {hc}{lambda {text{min}}}}=eV\n \n \n \n de V \u00e9 a tens\u00e3o aceleradora.\n \n Espectro de Raio-X Caracter\u00edstico\n \n Transi\u00e7\u00f5es de Raio-X sem a estrutura fina.\n \n Por causa da elevada tens\u00e3o aceleradora, os electr\u00f5es incidentes podem (i) excitar electr\u00f5es nos \u00e1tomos do alvo; (ii) ejetar electr\u00f5es rigidamente ligados aos n\u00facleos dos \u00e1tomos.\n \n \n \n A excita\u00e7\u00e3o dos electr\u00f5es dar\u00e1 origem \u00e0 emiss\u00e3o de fot\u00f5es da regi\u00e3o \u00f3ptica do espectro electromagn\u00e9tico. No entanto, quando electr\u00f5es mais pr\u00f3ximos do n\u00facleo s\u00e3o ejectados, o preenchimento subsequente dos estados vagos d\u00e1 origem a radia\u00e7\u00e3o emitida na regi\u00e3o de raios-X do espectro electromagn\u00e9tico. Os electr\u00f5es mais internos poderiam ser das camadas K-, L- ou M.\n \n \n \n Se electr\u00f5es da camada K (n = 1) s\u00e3o removidos, electr\u00f5es idos dos estados de energia superiores a cair nos estados da camada K vagos, produzem uma s\u00e9rie de linhas denotadas como {displaystyle K_{alpha },K_{beta },...}{displaystyle K_{alpha },K_{beta },...} como \u00e9 mostrado na figura ao lado.\n \n \n \n Transi\u00e7\u00f5es para a camada L resultam na s\u00e9rie L e aqueles para a camada M d\u00e3o origem \u00e0 s\u00e9rie M e assim por diante.\n \n \n \n Dado que electr\u00f5es orbitais t\u00eam n\u00edveis de energia definidos, os fot\u00f5es de raios-X emitidos tamb\u00e9m t\u00eam energias bem definidas. O espectro de emiss\u00e3o tem linhas n\u00edtidas caracter\u00edsticas do elemento do alvo.\n \n \n \n Ap\u00f3s uma investiga\u00e7\u00e3o bem apurada das linhas de raios-X das s\u00e9ries L, M acima, torna-se evidente que as linhas s\u00e3o compostas de um n\u00famero de linhas mais pr\u00f3ximas umas das outras, desdobradas pela intera\u00e7\u00e3o spin-\u00f3rbita.\n \n \n \n Nem todas as transi\u00e7\u00f5es s\u00e3o permitidas. S\u00e3o permitidas apenas as transi\u00e7\u00f5es que satisfa\u00e7am a seguinte regra de sele\u00e7\u00e3o:\n \n \n \n {displaystyle Delta l=pm 1}Delta l=pm 1\n \n \n \n <strong>A Rela\u00e7\u00e3o de Moseley<\/strong>\n \n A partir de um experimento, Henry Moseley foi capaz de mostrar que as frequ\u00eancias de raios-X caracter\u00edstico aumentam regularmente com n\u00famero at\u00f3mico Z, satisfazendo a rela\u00e7\u00e3o\n \n \n \n {displaystyle nu ^{frac {1}{2}}=A(Z-Z_{o})}nu ^{{frac {1}{2}}}=A(Z-Z_{{o}})\n \n \n \n onde Z \u00e9 o n\u00famero at\u00f3mico do material do alvo e A e {displaystyle Z{_{0}}}Z{_{0}} s\u00e3o constantes que dependem da transi\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que est\u00e1 sendo observada. O termo {displaystyle (Z-Z_{o})}(Z-Z_{{o}}) \u00e9 chamado a carga nuclear efetiva como visto pelos electr\u00f5es, fazendo a transi\u00e7\u00e3o para uma determinada o camada.\n \n \n \n A frequ\u00eancia da linha K\u03b1 pode ser calculada aproximadamente, usando a teoria at\u00f3mica de Bohr. O comprimento de onda de linhas emitidas pelos \u00e1tomos hidrogen\u00f3ides \u00e9 dado pela f\u00f3rmula de Rydberg.\n \n \n \n {displaystyle {frac {1}{lambda }}=RZ^{2}{Bigg (}{frac {1}{n_{l^{2}}-n_{u^{2}}}}{Bigg )}}{frac {1}{lambda }}=RZ^{{2}}{Bigg (}{frac {1}{n_{{l^{2}}}-n_{{u^{2}}}}}{Bigg )} (K)\n \n \n \n Onde {displaystyle n_{u}}n_{{u}} e {displaystyle n_{l}}n_{{l}} s\u00e3o os n\u00fameros qu\u00e2nticos principais dos estados superior e inferior da transi\u00e7\u00e3o, Z \u00e9 o n\u00famero at\u00f3mico de um \u00e1tomo com um electr\u00e3o.\n \n \n \n Para a linha K\u03b1 a carga efetiva \u00e9 {displaystyle (Z-1),n_{l}=1;n_{u}=2}(Z-1),n_{{l}}=1;n_{{u}}=2\n \n \n \n de modo que a equa\u00e7\u00e3o (K) se torna,\n \n \n \n {displaystyle nu _{K_{alpha }}={frac {c}{lambda }}=cR(Z-1)^{2}{Bigg (}{frac {1}{1^{2}}}-{frac {1}{2^{2}}}{Bigg )}}nu _{{K_{{alpha }}}}={frac {c}{lambda }}=cR(Z-1)^{{2}}{Bigg (}{frac {1}{1^{2}}}-{frac {1}{2^{2}}}{Bigg )}\n \n \n \n {displaystyle nu _{K_{alpha }}={frac {3cR}{4}}(Z-1)^{2}}nu _{{K_{{alpha }}}}={frac {3cR}{4}}(Z-1)^{2} (Z)\n \n \n \n O gr\u00e1fico de {displaystyle nu _{Kalpha ^{frac {1}{2}}}}nu _{{Kalpha ^{{{frac {1}{2}}}}}} versus Z produz uma linha reta. A Equa\u00e7\u00e3o (Z) \u00e9 uma outra maneira de expressar a rela\u00e7\u00e3o de Moseley.\n \n \n \n <strong>Difra\u00e7\u00e3o<\/strong>\n \n \n \n Difrac\u00e7\u00e3o de Raios-X a partir de planos at\u00f3micos\n \n O plano de \u00e1tomos num cristal, tamb\u00e9m chamado de plano de Bragg, reflete a radia\u00e7\u00e3o de raios-X de raio X exatamente da mesma forma que a luz \u00e9 refletida de um espelho plano, conforme \u00e9 ilustrado na ao lado.\n \n \n \n Reflex\u00e3o de planos sucessivos pode interferir construtivamente se a diferen\u00e7a de caminho entre dois raios \u00e9 igual a um n\u00famero inteiro de comprimentos de onda. Esta afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de lei de Bragg.\n \n \n \n A partir da Figura, notamos que\n \n \n \n {displaystyle AB=2.d.operatorname {sen} theta }AB=2.d.operatorname{sen} theta\n \n \n \n de modo que pela lei de Bragg, temos\n \n \n \n {displaystyle 2.d.operatorname {sen} theta =n.lambda }2.d.operatorname{sen} theta =n.lambda\n \n \n \n onde na pr\u00e1tica, \u00e9 normal assumir a difra\u00e7\u00e3o da primeira ordem, de modo n = 1. Um determinado conjunto de planos at\u00f3micos d\u00e1 origem a uma reflex\u00e3o em um \u00e2ngulo, visto como um ponto ou um anel num padr\u00e3o de difra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m chamado de difratograma.\n \n \n \n Variando o \u00e2ngulo teta, as condi\u00e7\u00f5es da lei de Bragg s\u00e3o satisfeitas por espa\u00e7amentos diferentes d em materiais policristalino. Tra\u00e7ando as posi\u00e7\u00f5es angulares e intensidades dos picos da radia\u00e7\u00e3o difratada, a resultante produz um padr\u00e3o que \u00e9 caracter\u00edstica da amostra. Sempre que houver uma mistura de diferentes fases, o difractograma resultante \u00e9 formado pela adi\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es individuais.\n \n \n \n Com base no princ\u00edpio da difra\u00e7\u00e3o de raios-X, podem ser obtidas muitas informa\u00e7\u00f5es estruturais, f\u00edsicas e qu\u00edmicas sobre o material investigado. Uma s\u00e9rie de t\u00e9cnicas de aplica\u00e7\u00e3o para v\u00e1rias classes de materiais est\u00e1 dispon\u00edvel, cada um revelando seus pr\u00f3prios detalhes espec\u00edficos da amostra estudada.\n \n Raio X na Medicina\n \n Na medicina os raios X s\u00e3o utilizados nas an\u00e1lises das condi\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os internos, pesquisas de fraturas, tratamento de tumores, c\u00e2ncer (ou cancro), doen\u00e7as \u00f3sseas, etc.\n \n \n \n Com finalidades terap\u00eauticas os raios X s\u00e3o utilizados com uma irradia\u00e7\u00e3o aproximada de cinco mil a sete mil Rads, sobre pequenas \u00e1reas do corpo, por pequeno per\u00edodo de tempo.\n \n \n \n Desde a descoberta que os raios X podem identificar estruturas \u00f3sseas, foram utilizados para imagiologia m\u00e9dica. O primeiro uso m\u00e9dico era menos de um m\u00eas depois de seu artigo sobre o assunto. At\u00e9 2010, 5 bilh\u00f5es de estudos de imagiologia m\u00e9dica foram realizados em todo o mundo.\n \n \n \n No Brasil, os raios X do pulm\u00e3o para fins diagn\u00f3sticos de tuberculose pulmonar eram chamados de abreugrafia, t\u00e9cnica inventada por um brasileiro e que foi muito utilizada at\u00e9 o fim dos anos 1970.\n \n \n \n <strong>Exposi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n \n A toler\u00e2ncia do organismo humano \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos raios X \u00e9 de 0,1 r\u00f6ntgen por dia no m\u00e1ximo em toda a superf\u00edcie corp\u00f3rea. A radia\u00e7\u00e3o de um r\u00f6ntgen produz em {displaystyle 1,938times 10^{-3}}1,938times 10^{{-3}} gramas de ar a libera\u00e7\u00e3o por ioniza\u00e7\u00e3o de uma carga el\u00e9trica de {displaystyle 3,33times 10^{-3}}3,33times 10^{{-3}}C.\n \n \n \n <strong>Efeitos som\u00e1ticos da radia\u00e7\u00e3o<\/strong>\n \n No ser humano a exposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua aos raios X podem causar vermelhid\u00e3o da pele, queimaduras por raios X ou, em casos mais graves de exposi\u00e7\u00e3o, muta\u00e7\u00f5es do DNA, morte das c\u00e9lulas e\/ou leucemia.\n \n \n \n <strong>Pesquisa de materiais<\/strong>\n \n Na ind\u00fastria, os raios X s\u00e3o utilizados no exame de fraturas de pe\u00e7as, condi\u00e7\u00f5es de fundi\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de outros empregos correlatos. Nos laborat\u00f3rios de an\u00e1lises f\u00edsico-qu\u00edmicas os raios X t\u00eam largo espectro de utiliza\u00e7\u00e3o.\n \n \n \n <strong>Natureza eletromagn\u00e9tica<\/strong>\n \n Os raios X propagam-se \u00e0 velocidade da luz, e, como qualquer radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica, est\u00e3o sujeitos aos fen\u00f4menos de refra\u00e7\u00e3o, difra\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o, polariza\u00e7\u00e3o, interfer\u00eancia e atenua\u00e7\u00e3o. Sua penetr\u00e2ncia nos materiais \u00e9 relevante, pois todas as subst\u00e2ncias s\u00e3o transparentes aos raios X em maior ou menor grau.\n \n \n \n Em algumas subst\u00e2ncias como compostos de c\u00e1lcio e platinocianeto de b\u00e1rio] os raios X geram luminesc\u00eancia. Esta radia\u00e7\u00e3o ioniza os gases por onde passa. A exemplo da luz vis\u00edvel, n\u00e3o \u00e9 desviado pela a\u00e7\u00e3o de campos el\u00e9tricos ou magn\u00e9ticos. Desloca-se em linha reta, sensibiliza filmes fotogr\u00e1ficos, al\u00e9m de descarregar os objetos carregados eletricamente, qualquer que seja a polaridade (sendo esta uma caracter\u00edstica n\u00e3o totalmente confirmada).\n \n \n \n <strong>Intera\u00e7\u00e3o com a mat\u00e9ria<\/strong>\n \n Quando os raios X atingem a mat\u00e9ria, assim como o tecido do paciente, os f\u00f3tons t\u00eam quatro poss\u00edveis destinos. Os f\u00f3tons podem ser:\n \n \n \n Completamente espalhados sem perda de energia;\n \n Absorvidos com perda total de energia;\n \n Espalhados com alguma absor\u00e7\u00e3o e com perda de energia;\n \n Transpostos sem qualquer altera\u00e7\u00e3o.\n \n Defini\u00e7\u00f5es dos termos\n \n Espalhamento - mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o de um f\u00f3ton com ou sem perda de energia.\n \n Absor\u00e7\u00e3o - deposi\u00e7\u00e3o de energia, ou seja, remo\u00e7\u00e3o de energia do feixe.\n \n Atenua\u00e7\u00e3o - redu\u00e7\u00e3o da intensidade do feixe principal causada pela absor\u00e7\u00e3o e espalhamento.\n \n Ioniza\u00e7\u00e3o - remo\u00e7\u00e3o de um el\u00e9tron de um \u00e1tomo neutro produzindo um \u00edon negativo (o el\u00e9tron + outro \u00e1tomo neutro) e um \u00edon positivo (o \u00e1tomo remanescente).\n \n Intera\u00e7\u00f5es em n\u00edvel at\u00f4mico\n \n Existem quatro principais intera\u00e7\u00f5es em n\u00edvel at\u00f4mico, dependendo da energia do f\u00f3ton incidente:\n \n \n \n Espalhamento n\u00e3o modificado ou coerente - espalhamento puro;\n \n Efeito fotoel\u00e9trico - absor\u00e7\u00e3o pura;\n \n Efeito Compton - espalhamento e absor\u00e7\u00e3o;\n \n Produ\u00e7\u00e3o de par - pura absor\u00e7\u00e3o.\n \n Outros usos\n \n Outros usos de Raios X incluem:\n \n \n \n Cristalografia de raios X\n \n Astronomia de raios-X","link":"https:\/\/www.somospopular.com.br\/exames\/raio-x\/","name":"Raio-X","slug":"raio-x","taxonomy":"categoria_parceiro","parent":0,"meta":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v20.9 (Yoast SEO v27.7) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Raio-X com Pre\u00e7o Popular. 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